http://www.makepovertyhistory.org

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Wir sind ein Volk

A música do dia:

Ich bin ein Berliner


Há 20 anos

O derrube de um Muro. A queda de um regime opressor.


quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Mulheres como nós...

Mulheres como nós
Foto@EPA/Jalil Rezayee (retirada daqui)

Duas mulheres assistem a um seminário sobre violência doméstica em Herat, na região oeste do Afeganistão. Vigilantes independentes dos direitos humanos e organizações da sociedade civil avisaram que a violência sobre as mulheres atingiu um nível alarmante no país e que devem redobrar-se esforços para a reduzir. Os casamentos forçados e a falta de educação contribuem para um recente aumento de suicídios nas afegãs.

Claude Lévi-Strauss [1909-2009]

O antropólogo e etnólogo Claude Lévi-Strauss morreu na madrugada de sábado para domingo aos 100 anos, anunciou a Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris.
Lévi-Strauss, que conviveu com tribos indígenas do Mato Grosso e da Amazônia, era considerado o maior intelectual francês vivo. Ele exerceu uma importante influência sobre as ciências humanas na segunda metade do século 20.
Nascido em Bruxelas, na Bélgica, o antropólogo foi um dos fundadores do chamado pensamento estruturalista, segundo o qual os processos sociais são originários de estruturas fundamentais que são frequentemente não-conscientes.
Professor honorário do Collège de France, que reúne os grandes intelectuais do país, e único membro centenário da Academia Francesa de Letras, Lévi-Strauss foi professor de sociologia na Universidade de São Paulo de 1935 a 1938.
Segundo o próprio Lévi-Strauss, foi esse convite para leccionar no Brasil que inspirou a sua vocação para a etnografia – o estudo descritivo das sociedades humanas.
De 1935 a 1939, organizou e dirigiu várias missões de estudos de tribos indígenas no Mato Grosso e na Amazônia.
Em 1955, publicou Tristes Trópicos, a sua obra mais famosa, que o tornou conhecido no mundo todo.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Tribunal checo aprova Tratado de Lisboa

Caiu mais um obstáculo à ratificação do Tratado de Lisboa.
O Tribunal Constitucional da República Checa determinou hoje que o Tratado de Lisboa não entra em choque com a constituição do país, abrindo o caminho para a sua ratificação por este país.
A República Checa é o único Estado-membro da União Europeia que ainda não ratificou o Tratado de Lisboa, tendo esta decisão removido uma das últimas barreiras para a aprovação do documento. O presidente checo, o eurocéptico Vaclav Klaus, que esperava a decisão do Tribunal, já afirmou que não se irá opor mais ao tratado, que tem como objectivo tornar mais fácil a tomada de decisões na Europa a 27. Caso o chefe de Estado checo assine o Tratado, este irá entrar em vigor em toda a União Europeia no dia um de Dezembro. Vaclav Klaus tem sido visto como o último grande obstáculo à passagem do tratado, devido ao seu cepticismo em relação aos ideais europeus, mas este recentemente pareceu satisfeito com o facto do seu país não ficar abrangido pela Carta de Direitos Fundamentais da Europa, uma vez que esta poderia forçar o país a enfrentar pedidos de indemnização por parte de milhões de alemães que foram alvo de limpezas étnicas por parte do Governo de Praga depois da Segunda Guerra Mundial.

Cumprida esta etapa, fica finalmente livre o caminho para a entrada em vigor, possivelmente ainda em Dezembro, do Tratado que promete provocar a maior revolução no modo de funcionamento e no modelo de governação em mais de meio século de história de União Europeia.

Aquecimento Global: Depois das Maldivas, agora o Nepal

Do mar das Maldivas para os picos do Evereste.
Depois do Governo da Maldivas ter realizado uma reunião subaquática, é agora a vez do Executivo nepalês reunir no Monte Evereste. Dois locais, um único objectivo: alertar para as consequências do aquecimento global.

O ministro da conservação das florestas e do solo do Nepal, Deepak Bohara anunciou que no final deste mês o Executivo do país vai reunir-se no Campo Base do Evereste, situado a 5.300 metros de altitude. O objectivo desta reunião é chamar a atenção para os impactos do aquecimento global, em particular para o recuo dos glaciares dos Himalaias. No mês passado os membros do Governo das Maldivas estiveram reunidos debaixo de água, com o objectivo de alertar para os impactos que uma subida do nível da água do mar terá neste arquipélago do Índico.

sábado, 31 de Outubro de 2009

Deolinda: Movimento Perpétuo Associativo

Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos - Porto

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Conferência Internacional: “Terror and the Challenges to Nation-State”

Na próxima quinta e sexta-feiras terá lugar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, a Conferência Internacional “Terror and the Challenges to Nation-State“.

Boa oportunidade para actualizar o estado da arte de estudos sobre terrorismo em Portugal e ouvir especialistas como Ken Booth, Andrew Silke e Liam Harte, entre muitos outros.

Bruno Oliveira Martins
apresentará as conclusões preliminares de um estudo desenvolvido em co-autoria com Laura Ferreira-Pereira, sob o título “Beyond the Nation State: ESDP and the Fight Against Terrorism“, onde problematizará acerca da contribuição que a PESD, e nomeadamente as suas missões, têm trazido para a abordagem da UE à luta contra o terrorismo.


[Via:
Tratados]

O novo quadro da Segurança e Defesa Europeia - Desafios e opções para Portugal


A Secção de Ciência Política e Relações Internacionais da UMinho e o Centro de Estudos EuroDefense-Portugal realizam uma Conferência subordinado ao tema “O Novo quadro da Segurança e Defesa Europeia – Desafios e opções para Portugal”, a decorrer no dia 10 de Novembro, pelas 14h30, no Auditório B1 do Complexo Pedagógico II, no campus de Gualtar, Braga.

Este evento enquadra-se na perspectiva da ratificação e entrada em vigor, no princípio do próximo ano, do Tratado de Lisboa e à luz dos novos e significativos desenvolvimentos no ambiente estratégico de segurança internacional.

Os cidadãos portugueses, sobretudo os jovens, têm participado muito pouco na concepção, construção e processo de integração da UE, que tem sido feita demasiado à margem dos europeus. Acresce que as questões de segurança e defesa colectiva não são assunto com suficiente debate, conferindo-lhes os portugueses baixa prioridade, como ficou bem patente não só na campanha eleitoral como na elevada taxa de abstenção do passado acto eleitoral para o Parlamento Europeu.

Em análise vai estar a reflexão e debate sobre o novo quadro de Segurança e Defesa Europeia e sua conexão com os interesses de Portugal, tendo em consideração os seguintes desenvolvimentos:
  • a previsível ratificação do Tratado de Lisboa;
  • os novos riscos e ameaças identificados no relatório de avaliação da implementação da Estratégia Europeia de Segurança (EES);
  • as decisões do Conselho Europeu de 11 de Dezembro de 2008, designadamente no que se refere ao desenvolvimento de capacidades da PESD e ao reforço da coordenação civil-militar;
  • a nova administração dos EUA, a mudança de atitude estratégica nas relações transatlânticas e a janela de oportunidade para alcançar uma maior eficácia multilateral perante os desafios da segurança internacional;
  • a reintegração da França na estrutura militar integrada da NATO, a revisão do Conceito Estratégico da NATO e sua incidência numa parceria estratégica renovada UE-NATO.

Os conferencistas do painel único "O novo quadro estratégico Europeu" são as seguintes personalidades que desenvolverão os temas indicados:

- TGen. Abel Cabral Couto, EuroDefense-Portugal - "A evolução da Estratégia Europeia de Segurança - opções para Portugal".

- Prof. Doutor José António Palmeira, Universidade do Minho - "O aprofundamento das relações UE-NATO ? oportunidades, desafios e opções para Portugal".

- Drª Ana Isabel Xavier, Membro do Grupo de Trabalho de Jovens do EuroDefense-Portugal, Presidente da Direcção da DECIDE e Doutoranda da Universidade de Coimbra e Drª Liliana Domingues Reis, Doutoranda da Universidade do Minho - "A participação de Portugal na Política Europeia de Segurança e Defesa. Que papel para os jovens?"

Sob a coordenação científica da Profª Doutora Ana Paula Brandão, da Universidade do Minho, esta Conferência tem como propósito congregar a participação de jovens universitários na reflexão e debate sobre o processo de construção e integração da União Europeia, nomeadamente nos aspectos de segurança e defesa, num caminho de partilha e compromisso europeus mas também de respeito dos direitos dos cidadãos e garantia dos interesses nacionais.

Mais informações aqui.

Sugestão de Leitura: Protocolo Autárquico


Protocolo Autárquico
Editora: Aletheia
1ª edição: Outubro 2009


Este manual é um instrumento de trabalho indispensável para todos os autarcas e seus colaboradores, descrevendo em pormenor e criteriosamente o Protocolo de Estado, Autárquico, Militar, Religioso, Académico, Empresarial, Desportivo e Social.

Dedicando uma atenção particular às necessidades das Autarquias Locais, revela, nomeadamente, quais as diferenças entre os vários símbolos municipais, a ordem de precedências nas autarquias, como se procede à substituição de autarcas nos vários órgãos, e as mais diversas cerimónias organizadas pelos municípios, desde a tomada de posse às sessões solenes.

Lídio Lopes está ligado às autarquias desde 1989, primeiro como deputado municipal e depois como vereador, tendo sido chefe de gabinete e de protocolo na Câmara Municipal da Figueira da Foz. Participou em inúmeros cursos de protocolo, em Portugal e no estrangeiro. Formador nesta área, dedica particular atenção ao protocolo autárquico, sendo ainda presidente da Sociedade Portuguesa de Protocolo e Cerimonial.

Prototocolo Autárquico um manual indispensável para as Autarquias Locais (Câmaras e Assembleias Municipais, Juntas e Assembleias de Freguesia).

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Imagem do Dia


A cerimónia está marcada para as 12.00. No Palácio da Ajuda, José Sócrates tomará hoje posse, pela segunda vez, como primeiro-ministro. Agora sem maioria absoluta, o líder socialista prepara-se para sublinhar que a estabilidade é uma responsabilidade partilhada.

A ver vamos.

Saramago, por Vasco Pulido Valente

"Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito. Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o país, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices. (...) Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica, à maneira latino-americana, de acordo com o tradição epigonal indígena. Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve."

Ler na íntegra no Público.

Com esta me fico e encerro por aqui o "capítulo" Saramago.

sábado, 24 de Outubro de 2009

Lançamento: Fúria Divina


Fúria Divina - Romance
Autor: José Rodrigues dos Santos
Editora: Gradiva


O novo romance do jornalista da RTP e escritor José Rodrigues dos Santos, Fúria Divina, é hoje lançado às 17h00, no Centro Comercial Colombo, “seguido de uma sessão de autógrafos e com muitas surpresas”, adianta a editora.

Contará com a presença de Abdullah Yusug, um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda e do General Leonel Carvalho, antigo chefe do Gabinete de Segurança Interna.

E se a Al-Qaeda tem a bomba atómica? É a grande pergunta. Um livro que aborda temas actuais como o terrorismo e a segurança internacional e o uso de bombas de destruição massiva por parte de organizações terroristas.

Sinopse:
Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra: 6AYHAS1HA8RU.

Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.

Baseando-se em informações verídicas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra surpreendente como o mestre dos grandes temas contemporâneos. Mais do que um empolgante romance, Fúria Divina é um impressionante guia que nos orienta pelo labirinto do mundo e nos revela os tempos em que vivemos.

Este romance foi revisto por um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda.

Excerto:
“Olá, mister Bellamy”, saudou Tomás com uma certa frieza ao reconhecer a voz. “Como vai o senhor?” “Mas que tom é esse?”, perguntou o homem do outro lado da linha com uma nova gargalhada. “Não me diga que não está contente por falar comigo…” “Estou de férias, mister Bellamy”, suspirou o historiador. “O que deseja a CIA de mim?”
“Precisamos de falar.”
“Já lhe disse que estou de férias.”
“Fuck para as suas férias! Este é um assunto da mais elevada importância!”
Tomás revirou os olhos, enchendo-se de paciência.“Diga lá.”
Frank Bellamy fez uma pausa, como se avaliasse o que poderia dizer pelo telefone, e baixou a voz ao responder.“Segurança nacional.”
“De quem? Vossa?”
“Dos Estados Unidos e da Europa. Incluindo de Portugal.”

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Sugestão

Seminário A Guerra Fria na Ásia Oriental, 27 Outubro 2009, Museu do Oriente.

Leitura Recomendada

O projecto nasceu há 40 anos, demorou 20 a ser traduzido por católicos e evangélicos, e outros 10 de revisão. “A Bíblia para Todos”, lançada em Lisboa, apresenta-se numa edição traduzida sem indicação de capítulos, versículos e notas explicativas. Mas dentro de dois meses, a mesma edição será enriquecida o aparato crítico.
Durante a sessão de apresentação, o escritor Francisco José Viegas lembrou que “a Bíblia como nós a termos aqui não é, ao contrário do que se disse nos últimos dias, um manual de costumes, não é um manifesto para mudar o mundo, não é um repositório de observações sobre política e sexualidade”.
“O mais importante nesta edição – acrescentou – é que se trata de um conjunto de narrativas que transitam de um povo errante para uma civilização que ocupou o seu lugar no mapa”.
Em entrevista ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, Tiago Cavaco, protestante baptista, considerou que esta edição promove a aproximação à Bíblia por parte de quem nunca a leu, o que é sempre “motivo de alegria”.
“Uma edição com estas características, que sobretudo se preocupa em verter o texto de uma maneira acessível a todas as pessoas que, não possuindo cultura religiosa, têm um défice de leitura da Bíblia, é um acontecimento impar e uma ocasião de celebração para todos, para os que crêem e para os que não crêem”, refere.
Em relação à polémica lançada por José Saramago, Tiago Cavaco considera que as declarações do Prémio Nobel “ estimularam” a leitura da Bíblia.
“Sem dúvida que José Saramago é um leitor da Bíblia, com as suas divergências importantes. Mas ele acaba por lhe prestar um serviço, e isso é muito saudável”, conclui.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Erasmus do primeiro emprego

A proposta para a criação de um Programa Erasmus para o primeiro Emprego, uma ambição dos eurodeputados social-democratas, foi aprovada esta quinta-feira no Parlamento Europeu.

Actualmente, o programa Erasmus para o Ensino Superior facilita a frequência de licenciaturas e mestrados a alunos europeus em centenas de instituições de outros países dos 27, promovendo o intercâmbio de experiências académicas e o enriquecimento da formação dos estudantes.

Agora, a intenção é facilitar aos jovens europeus a procura do primeiro emprego num outro país da União Europeia.

Paulo Rangel, principal impulsionador desta medida, dedica esta vitória a "todos os jovens europeus e em particular aos jovens portugueses à procura do seu primeiro emprego".

Gulag? O que é isso?

A nova legislatura está a começar sob o signo da mais rápida renúncia de sempre ao mandato, João de Deus Pinheiro, e dos muito "novos deputados". Teoricamente, este seria um excelente sinal de renovação do Parlamento, sempre mais fustigado do que elogiado. O factor "juventude", porém, nem sempre chega para fazer brilhar a estrela da novidade.

Sobretudo a partir do momento em que os "novos" abrem a boca. Foi esse o caso da deputada Rita Rato, do PCP, em entrevista à revista "Domingo", do Correio da Manhã, publicada na última edição. O que pensa a deputada dos campos de trabalho forçados na URSS, vulgo Gulag, em que morreram milhares de pessoas? "Não sou capaz de responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso." Bom, mas a coisa foi bem documentada pela História, pergunta-se. "Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência... Aqui chegados, é melhor parar o baile. Falar de "experiência" quando se fala do ‘Gulag’ é a mais recente versão de negação histórica. A versão mais benévola seria pôr os ‘Gato Fedorento’ a perguntar ‘Gulag? Qual Gulag?’. A deputada, porém, não faz parte do elenco dos ‘Gato’ mas de um partido pouco dado a humor e em que este ‘desconhecimento’ da História seguramente a levará longe...

João Tunes
informa-nos que a jovem deputada, licenciada em Ciências Políticas e Relações Internacionais, nunca ouviu falar dessa "experiência".

E pergunta com toda a razão: "É possível obter-se uma licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais sem se saber que existiu o Gulag? É. Sobretudo se a licenciada cábula era funcionária do PCP antes de ser promovida a deputada da Nação."

O estalinismo no PCP continua bem vivo.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Os segredos de Bin Laden

A primeira mulher de Osama Bin Laden revela em livro alguns dos segredos do homem mais procurado do mundo.

Najwa bin Laden, revela tudo o que sabe sobre o líder da Al-Qaeda. A obra, que estará à venda a partir de 27 de Outubro, promete ser um êxito de vendas, tendo em conta que se trata do relato sobre a vida de uma das pessoas mais enigmáticas do mundo.
Ficamos a aguardar pelo lançamento e quais as repercussões que terá na localização e maior conhecimento sobre Bin Laden.

[Fonte:
Clarín]

John Lennon - Imagine

José Saramago: o marketeer


Num encontro com a imprensa, o prémio Nobel da Literatura, José Saramago voltou a repetir. Ainda que negue ser homem de polémicas e apenas exortar as suas “convicções”, lá vai dizendo o de sempre: “O Deus da Bíblia não é de fiar: é vingativo e má pessoa.”
Considerando que “em Espanha, não existiria tamanha polémica” em torno das suas declarações, Saramago confessou-se “surpreso” pela onda de reacções. “Caim é o livro de que mais se tem falado sem que tenha sequer sido lido”, afirmou, ironizando: “É quase magia, um milagre.”
Quanto a comentar a afirmação de Mário David, o eurodeputado social-democrata que apelou a que o Nobel renunciasse à cidadania portuguesa, nem pensar: “Acha que vou fazer algum comentário a isso?”, atirou.
Sem perder o tom irónico e mantendo a polémica, Saramago ainda aproveitou para reforçar as suas convicções de ateu confesso: “Antes da criação do Universo, que se saiba, Deus nada fez. Depois, fez o Universo em seis dias e nota-se, como diz a minha mulher, Pilar. Ao sétimo dia descansou e continua a descansar até hoje.”
Caim foi lançado em Portugal há 48 horas e, segundo Zeferino Coelho, editor da Caminho, “a primeira edição de 50 mil exemplares deve estar quase a esgotar. Já estamos concentrados na segunda”.
O livro tem já edições no Brasil e Espanha (traduções em castelhano e catalão) e, em breve, em Itália. Saramago encontra-se actualmente a escrever um novo livro que lançará em 2010. sobre o tema...”segredo.”
Saramago diz que os católicos não lêem a Bíblia. E os comunistas, será que lêem Marx?
Caim é um golpe de marketing do Nobel português.
Saramago, pelos olhos de Caim, mostra-nos de novo que estamos cegos. Retrata a expulsão de Adão e Eva do Éden, a desagregação da torre de Babel, a destruição de Sodoma, a construção da Arca de Noé, entre outros episódios do Antigo Testamento. A partir destas imagens, qual profeta, Saramago usa a mesma demagogia que tanto critica nas religiões para dizer que Deus não existe e que todos aqueles que seguem uma religião caem no absurdo de o fazer. É o estar com ele ou contra ele.
Ser português é ter orgulho nisso. Não é viver em Lanzarote e vir apenas ao "rectângulo" fazer os lançamentos dos livros e querer que os estúpidos comprem os seus livros.
Eu cá assumo que nunca li nenhum livro de José Saramgo e que cada vez mais não tenho pena de não o ter feito. Não sou obrigada a ler Saramago. Só lê quem quer. E eu gosto de ler a Bíblia e ninguém tem nada a ver com isso, mesmo um Nobel da Literatura.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Outono

[Fotografia tirada daqui]

Aquecimento Global: Maldivas debaixo de água

Um conselho de ministros subaquático. Podia até ser brincadeira, se a reunião não fosse nas Maldivas, um dos países mais ameaçados pela subida do nível do mar e uma das vozes mais activas na campanha para uma acção global no combate às alterações climáticas.
Durante meia hora, o Presidente e os ministros substituíram o fato e gravata por equipamento de mergulho e, a cinco metros de profundidade, assinaram uma declaração pedindo para que sejam definidas metas ambiciosas na redução dos gases com efeito de estufa.
A decisão será tomada na distante e fria Copenhaga, que em Dezembro acolhe a Cimeira do Clima – uma oportunidade que as Maldivas não querem ver desperdiçada. Se não houver um consenso mundial “vamos todos morrer”, explicou o Presidente Mohamed Nasheed, numa conferência de imprensa já à tona da água. “E se as Maldivas não puderem ser salvas não creio que haja muito mais hipóteses para o resto do mundo”, acrescentou. As Maldivas, um arquipélago composto por mais de mil ilhas, está a uma média de apenas dois metros acima do nível do mar e, em várias ilhas, a água salgada invade já terrenos que até há poucos anos permaneciam férteis.Dos 14 ministros só três não participaram na reunião “extraordinária”, dois deles por razões médicas. Com equipamento completo e na companhia de instrutores de mergulho e seguranças, os governantes desceram até ao fundo da idílica lagoa que, por uma manhã, foi palco da primeira reunião política subaquática de que há memória.


[Fonte: Público]

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

T-shirts da semana

Afeganistão - Secreta italiana subornou Taliban

Em Julho do ano passado, quando tropas francesas substituíram as italianas em Sarobi, a leste de Cabul, pensavam estar numa zona relativamente tranquila. Afinal, os italianos só tinham sofrido uma baixa. Um mês depois, perderam dez homens numa emboscada. O ‘The Times’ revela agora a razão da súbita hostilidade da região: os serviços secretos italianos subornavam taliban para não os atacarem. Após assumirem o controlo da área, os franceses aventuraram-se nas montanhas de Sarobi, com armamento ligeiro, pois acreditavam estar numa zona calma. Mas rapidamente foram cercados pelos taliban, e o massacre só não foi maior porque, por mero acaso, forças especiais norte-americanas estavam na zona e foram em seu socorro. Segundo o jornal, os italianos pagavam dezenas de milhares de dólares aos comandantes taliban daquela área e também aos "senhores de guerra" locais.

Exercício ORION 2009 - Exército treina capacidade de resposta

O maior exercício anual do Exército português entra hoje na sua fase de empenhamento máximo. Vão estar mobilizados 2300 militares numa guerra civil fictícia.
Este ano o exercício vai ser comandado a partir de um centro de operações renovado e modernizado, montado no Comando Operacional do Exército, em Oeiras.
O Orion 2009 culmina um ciclo de treino operacional que visa integrar as várias capacidades das unidades do Exército.
O país fictício “Condugal” vai ser o cenário operacional do maior exercício anual deste ramo das Forças Armadas, explica o Tenente Coronel Hélder Perdigão.
O objectivo passa por recriar cenários como aqueles que, muitas vezes, as missões internacionais de apoio à paz em que estão envolvidas tropas portuguesas enfrentam.
O porta-voz do Exército explica ainda que o Orion vai decorrer em três pontos fundamentais do país: Santa Margarida, Tancos e Figueira da Foz e é neste último que vai ter maior visibilidade.
A resposta à actividade hostil, incluindo acções terroristas, no cenário de guerra fictício será assegurada também por meios militares de Espanha e de Itália, bem como por equipamentos da Força Aérea.

[Fonte RR]

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Sugestão de Leitura: Um Certo Oriente


Um Certo Oriente
Autor: António José Rodrigues
Prefácio: Alexandre Guerra
Editora: Prefácio


Prefácio
Um Certo Oriente, por Alexandre Guerra:

"Os tempos que se vivem, conturbados mas interessantes, permitem-nos vislumbrar um mundo árabe para além daquele que a visão ocidental foi criando ao longo dos séculos. E não se trata de um exercício de revisionismo histórico, porque para isso tinha de assumir-se que haveria uma história árabe consignada nos compêndios europeus. Efectivamente, os árabes não fizeram parte da história mundial eurocêntrica que nos foi ensinada e que prevaleceu até à idade contemporânea. Hoje, porém, vários são os académicos e investigadores que tentam refundar o papel daquele povo na história da Humanidade a partir da matriz árabe e não da ocidental. O orientalismo foi, de certa forma, o primeiro passo nesse sentido ao caracterizar as sociedades árabes, fosse através de crónicas de viagens, de obras académicas ou artísticas. Os orientalistas eram em parte identificados como uma corrente de pintores europeus que no passado se deslocavam ao Médio Oriente e Norte de África para retratarem cenas do quotidiano, raramente encontradas na Europa. Eram igualmente tidos como orientalistas todos aqueles que se dedicavam ao estudo de línguas das regiões da orla Sul e Este do Mediterrâneo, sendo posteriormente esse campo alargado à Índia e à China.
Ao longo dos séculos XVIII e XIX as relações político-diplomáticas entre as potências imperiais europeias e os povos árabes foram contribuindo para um aprofundamento do conhecimento dos seus hábitos e costumes, mas nem por isso as duas civilizações deixaram de se olhar com desconfiança, medo e inquietação. De certa forma, uma realidade que se estendeu até aos nossos dias. Se durante séculos a Europa e o mundo árabe se regeram por aquilo que Bernard Lewis considera ser um padrão de conquista e reconquista, ataque e contra-ataque, alimentando os receios de parte a parte, nos tempos correm, é o fenómeno do terrorismo islâmico e a xenofobia no seio da sociedade europeia que contribuem para a descrença na política de boa vizinhança.
Neste sentido, a obra que António José Rodrigues traz à estampa assume-se com particular importância, por materializar a visão de um arabista e não de um orientalista, que como já foi referido carrega em si preconceitos históricos e ideias preconcebidas redutoras. Foi precisamente o mundo árabe visto de dentro que o autor deu a conhecer nas suas crónicas que com tanto empenho e dedicação foi desafiando ao longo de mais de quatro anos na secção internacional do Semanário e que agora estão compiladas em livro. Tal como os leitores daquele jornal, também os desta obra terão o privilégio de viajar pela civilização árabe, de uma forma que até então só seria possível pisando as tórridas areias do deserto arábico ou dormindo sob a mesma tenda do hospitaleiro beduíno. O que se lê em Um Certo Oriente foi o que António José Rodrigues vive e sentiu por aquelas terras, aliado a um vasto e incisivo estudo literário que lhe obrigaram a muitas horas de investigação, recompensadas com um prazer infindável e um conforto intelectual que só aqueles que têm a ânsia e o gosto pelo saber podem apreciar.
Trata-se de um interessante e enriquecedor olhar sobre um povo, ou se quisermos civilização, que contempla em sim uma riqueza de hábitos e costumes, que têm passado quase sempre despercebidos ao nosso mundo ocidental, toldado pelos preconceitos resultantes da visão histórica orientalista e, mais recentemente, da onda de choque do terrorismo internacional de inspiração literários, artigos jornalísticos e científicos que se alimentaram, sobretudo, da guerra ao terrorismo e do (pseudo) choque de civilizações para explorarem, por vezes mal, o arabismo. António José Rodrigues seguiu um caminho diferente ao abordar a temática de uma forma descomplexada e desprendida de qualquer modelo de análise previamente instituído. Assim, o leitor será devidamente recompensado ao vaguear pelas histórias e contos que se lhe apresentam, certamente, pela primeira vez.
O ano de 2003 precipitava-se para o seu término quando escorri os olhos pela primeira crónica de Um Certo Oriente e não tive dúvidas de que estava perante um trabalho inovador e envolvente, que dificilmente tinha paralelo nas realidades intelectual, jornalística e académica portuguesas. Ao referenciar estas três vertentes não estou a embarcar num mero elogio de circunstância, mas sim a verificar o facto dos textos de António José Rodrigues, agora complicados neste livro, comportarem técnicas, métodos e estilos diversos, que confluem numa escrita cuidada e fluida.
Militar de profissão e arabista por paixão, o autor das linhas que se seguem encarou sempre o seu trabalho com uma honestidade e dedicação irrepreensíveis, características que devem ser valorizadas, numa sociedade que, por vezes, tem dificuldades em destrinçar a qualidade da irrelevância. A simplicidade da sua pessoa contrasta com a densidade do seu conhecimento, tornando-o actualmente membro de uma elite cujos membros, em Portugal, se deverão contar pelos dedos de uma mão. Foi para mim um privilégio poder trabalhar com António José Rodrigues e uma honra fazer parte deste seu novo projecto. É por isso que lhe reitero o agradecimento por ter partilhado connosco, primeiro em artigos de jornal e agora em livro, a sabedoria e a experiência que nos levam ao conhecimento de um certo Oriente."

Água que vale mesmo água...


Arrancou em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade.
A água embalada EARTH WATER é o único produto no mundo com o selo do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.
A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de Earth Water diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa de ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água».
Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água potável. Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.
"Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e destas 80% são crianças. A cada 15 segundos morre uma criança devido a uma doença relacionada com a água. Com a criação da Earth Water pretende fazer-se a diferença e melhorar estas estatísticas assustadoras. Ao desenvolver o conceito "You Never Drink Alone" pretende-se criar solução para a falta de água mundial.

Vejam em
http://earth-water.org

sábado, 10 de Outubro de 2009

Palácio da Bolsa

Palácio da Bolsa - Porto

Relatório McChrystal sobre a situação no Afeganistão


O general Stanley McChrystal, que lidera o esforço de guerra no Afeganistão, arrasa, num relatório datado de 30 de Agosto de 2009 e obtido pelo Washington Post, a que a TDSnews dá acesso, toda a estratégia norte-americana no conflito contra os talibãs.

O general considera que a guerra no Afeganistão tem sido “uma tourada”…

Continuar a ler aqui.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Nobel da Paz 2009 - Barack Obama


Foi com enorme surpresa que o mundo recebeu hoje a notícia de que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi o galardoado com o Prémio Nobel da Paz "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos". Obama "acolheu com humildade a selecção do comité", disse o assessor de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs.
"O comité deu muita importância à visão e aos esforços de Obama com vista a um mundo sem armas nucleares", declarou o presidente do comité, Thorbjoern Jagland. "Só muito raramente uma pessoa conseguiu como Obama capturar a atenção do mundo e dar às pessoas esperança para um futuro melhor", afirmou ainda o comité, avaliando que “a diplomacia [de Obama] é fundada no conceito de que aqueles que lideram o mundo têm de o fazer tendo por base valores e atitudes que são partilhados pela maioria da população mundial”.
Obama fez do desarmamento nuclear topo das prioridades da sua política externa – nomeadamente relançando negociações com a Rússia e fazendo mexer o tabuleiro internacional no sentido de pressionar as duas consensuais “potenciais ameaças” nucleares (Irão e Coreia do Norte) – além de vir a envidar esforços de monta para reactivar o processo de paz no Médio Oriente. No mês passado liderou a histórica reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em que foi aprovada de forma unânime uma resolução instando os países dotados de armamento nuclear a reduzirem esse poder bélico.
Mas, apesar dos ambiciosos objectivos internacionais, o Presidente norte-americano ainda não conseguiu romper o impasse nas negociações entre israelitas e palestinianos, tão pouco obteve quaisquer resultados no que toca ao polémico programa nuclear iraniano. A par disto tem pela frente muito difíceis escolhas a fazer nos terrenos de guerra em que os Estados Unidos estão envolvidos, à cabeça sobre a forma como conduzir a guerra no Afeganistão.
Dotado de um poder oratório e magnetismo pessoal incomuns, Barack Obama, 48 anos, tem vindo a ganhar ao longo dos quase nove meses em funções como Presidente uma vaga de simpatia e apoio por todo o mundo – apesar de os críticos apontarem dúvidas se existe verdadeira substância nas suas inspiradoras declarações de boas intenções.
Advogado de formação (estudou em Harvard e trabalhou muitos anos na defesa dos direitos cívicos), Obama fez história ao tornar-se no primeiro chefe de Estado negro dos Estados Unidos ao derrotar, a 4 de Novembro de 2008, o candidato republicano John McCain; mas já vinha electrizando o país desde quatro anos antes, quando discursou na convenção dos democratas sobre a confiança em si próprio e o sentimento de inspiração que o norteia. Tornou-se desde logo uma das mais visíveis figuras políticas em Washington, amplamente elogiado pelos media, e publicou dois livros que foram êxitos brutais de vendas, incluindo “The Audacity of Hope”.
Senador desde 2004, eleito pelo Illinois (onde antes cumprira dois mandatos, a partir de 1996, como senador estadual), é filho de um queniano, um pastor de cabras que ganhou uma bolsa de estudo numa universidade do Hawai, e de uma branca norte-americana do Kansas. Nasceu no Hawai mas viveu também em Jacarta, entre os seis e os dez anos de idade, após a mãe se casar com um indonésio e, depois disso, regressou à terra natal onde cresceu junto com os avós maternos. A narrativa pessoal da história de vida de Obama é muito feita desta experiência de crescimento em ambientes culturais diversos e dos exemplos familiares que reflectem os ideais norte-americanos.
Quanto a mim, esta escolha é um tanto precipitada, uma vez que Obama está na Casa Branca há menos de 1 ano e ainda não passou das declarações e boas intenções e já tem direito a Nobel da Paz?
É verdade, sim ele conseguiu unir os americanos.
Sim, ele conseguiu ser o primeiro presidente negro.
Sim, ele conseguiu pôr a diplomacia e a cooperação na agenda internacional.
E depois? É suficiente para merecer um Nobel? Será um prémio de incentivo a não desistir com os seus ideais de multiculturalismo e soft power?

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