http://www.makepovertyhistory.org

segunda-feira, 9 de julho de 2012

End of this story


Tudo tem um princípio e um fim... e este blogue chegou ao fim.
Passados quase 7 anos, algumas centenas de posts depois...este blogue encerra.
Agradeço a todos os que fizeram comentários ou simplesmente leram os posts.
Muito obrigada a todos.

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas enexplicáveis e pessoas incomparáveis." - Fernando Pessoa

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Livro: "O Islão na Europa face ao Islão Global: dinâmicas e desafios"

Lisboa: 25 de Junho às 18h30


no Grémio Literário, Rua Ivens, 37

Apresentação do livro pelo Dr. Figueiredo Lopes



Porto: 27 de Junho às 21h30

na Fundação Engenheiro António de Almeida, Rua Tenente Valadim, 231-325

Apresentação do livro pelos jornalistas Carlos Magno e Ricardo Alexandre

terça-feira, 22 de maio de 2012

150 Livros sobre Terrorismo e Contra-Terrorismo

150 Livros sobre Terrorismo e Contra-Terrorismo:








quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dia da Memória do Holocausto


DIA DA MEMÓRIA DO HOLOCAUSTO


Hoje 19 de Abril acenda seis velas em memória

dos 6 milhões de vítimas do holocausto.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Titanic 100 anos

sábado, 31 de março de 2012

Sugestão de Leitura II

Persépolis
Autora: Marjane Satrapi
Edição/reimpressão: 2012
Editor: Edições Contraponto




Sinopse:
Com esta memória inteligente, divertida e comovente de uma rapariga que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica, Marjane Satrapi consegue transmitir uma mensagem universal de liberdade e tolerância. Persépolis desenha um retrato inesquecível do dia-a-dia no Irão, as desconcertantes contradições entre a vida familiar liberal e a repressiva vida pública com um regime pedagógico que atentam contra toda liberdade individual. Intensamente pessoal, profundamente político e totalmente original, Persépolis é ao mesmo tempo uma autobiografia e um chamamento perturbador sobre o custo humano da guerra e da repressão política.

Sugestão de Leitura

Compreender as Relações Internacionais
Autores: Kirsten Ainley, Chris Brown
Edição/reimpressão: 2012
Editor: Gradiva Publicações



Sinopse:
Um livro de referência no estudo das Relações Internacionais agora traduzido para português a partir da quarta edição original, revista e actualizada, que toma em consideração os desenvolvimentos ocorridos na disciplina à luz dos recentes acontecimentos mundiais. Os autores examinam de forma sistemática as questões clássicas da teoria das Relações Internacionais - poder, interesse nacional, política externa e guerra - ao mesmo tempo que fornecem uma análise do impacto da globalização na segurança, na governação e na economia mundial. Procura-se sempre mostrar como as teorias apresentadas e avaliadas pelos autores podem ajudar a dar sentido aos complexos acontecimentos mundiais actuais, da ascensão da Rússia e da China à crise económica mundial e à mudança do papel da América, passando pelos desafios da política de identidade e dos direitos humanos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

50 Anos da NRP Sagres




50º Aniversário da NRP Sagres



O Navio-Escola Sagres comemora 50 anos ao serviço da Marinha Portuguesa e de Portugal, no dia 8 de Fevereiro de 2012.



O Navio-Escola Sagres foi construído nos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, em 1937, tendo, na altura, recebido o nome de Albert Leo Schlageter. Em 1948 entrou ao serviço da Marinha do Brasil e foi baptizado de Guanabara. Em 1961 foi adquirido por Portugal com o objectivo de substituir a antiga Sagres, que já não se encontrava em condições de assegurar a continuidade das viagens de instrução, dele herdando os símbolos – o brasão de armas, a cruz de Cristo, a carranca da efígie do Infante D. Henrique e o nome Sagres.


A Sagres içou pela primeira vez a bandeira portuguesa a 8 de Fevereiro de 1962. Desde então tem assegurado a formação marinheira dos futuros oficiais da Armada, complementando assim as componentes técnicas e académicas ministradas na Escola Naval. Nestas funções efectuou mais de 150 viagens, pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, mares do Norte, das Caraíbas, do Japão, da China, Mediterrâneo, Arábico, Báltico, Vermelho e Amarelo.


Nos 50 anos ao serviço de Portugal e da Marinha Portuguesa já realizou três voltas ao mundo, com 385 visitas a portos e cerca de 600 000 milhas navegadas e é conhecido como um Embaixador Itinerante ao serviço de Portugal.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Revista Nação e Defesa nº 130 - Afeganistão



O Afeganistão é o título da Nação e Defesa nº 130 que acabou de ser publicada. Graças a contributos de diplomatas, militares e académicos com experiência no terreno, são analisados os sucessos obtidos e os obstáculos por ultrapassar pelo governo em Cabul e pela coligação internacional, ao mesmo tempo que se elencam os desafios à segurança e desenvolvimento do país após a retirada das forças militares da coligação, previsivelmente a partir de 2014.


Para visualizar o Editorial e Resumos aqui.

Conferência: Portugal e o Médio Oriente

Inscrições aqui

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Vaclav Havel [1936-2011]

Para a história Vaclav Havel fica como o líder da Revolução de Veludo que acabou com o regime comunista na Checoslováquia e permitiu a transição para a democracia. Vaclav Havel foi o último presidente da Checoslováquia e o primeiro da República Checa. Simboliza, melhor do que ninguém, a luta contra a opressão e domínio soviéticos.





O ex-presidente checo Vaclav Havel morreu, domingo 18 de dezembro, aos 75 anos.



Havel conduziu a Checoslováquia na transição do regime de influência soviética para a democracia em 1989, naquela que ficou conhecida como "Revolução de Veludo".
Tornou-se o décimo presidente da Checoslováquia e foi o primeiro chefe de Estado da República Checa, o novo país que surgiu depois da separação da Eslováquia em 1993, cargo que ocupou até 2003.



Vaclav Havel, que se tinha retirado da vida pública devido a problemas de saúde, morreu durante o sono na sua casa no norte do país, afirmou a porta-voz Sabina Tencevova.



Ao meio dia fez-se um minuto de silêncio, os sinos das igrejas tocaram. E milhares de pessoas quiseram despedir-se do antigo Presidente, que liderou a revolução quase sem sangue que pôs fim ao regime comunista. Cinco dias após ter sido anunciada a sua morte, aos 75 anos, Vaclav Havel foi homenageado no castelo de Praga, onde teve lugar uma missa em sua memória.



Vários líderes mundiais estiveram presentes no funeral, incluindo a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton e o marido, o ex-Presidente Bill Clinton, o Presidente francês Nicolas Sarkozy ou o primeiro-ministro britânico David Cameron. O arcebispo de Praga leu uma mensagem do Papa, Bento XVI, que salientou a coragem de Vaclav Havel na defesa do respeito pelos direitos humanos, bem como a sua liderança.



“Ao lembrar a coragem de Vaclav Havel, ao defender os direitos humanos numa altura em que estes eram sistematicamente negados à população do seu país, e ao prestar tributo à sua liderança visionária, agradeço a Deus pela liberdade de que o povo da República Checa agora desfruta”, disse Bento XVI no comunicado que enviou ao arcebispo de Praga.



Na catedral de São Vito, no castelo de Praga, estiveram 50 delegações internacionais, 15 delas lideradas por chefes de Estado. “Toda a Europa está reunida em torno da memória de Vaclav Havel. E qual foi a mensagem deste homem? Ter convicções, bater-se por elas, privilegiar o diálogo e o respeito, olhar para o passado e tirar conclusões para o futuro”, disse pouco antes da cerimónia fúnebre o Presidente francês Nicolas Sarkozy, citado pela AFP.



O atual Presidente checo, Vaclav Klaus, lembrou o Presidente, político, intelectual e artista que foi Vaclav Havel, “um homem que será recordado com reconhecimento e respeito”. E Madeleine Albright, antiga secretária de Estado norte-americana, nascida em Praga e amiga pessoal de Havel, considerou que o líder da Revolução de Veludo de 1989 “trouxe luz a locais de profunda escuridão”. E adiantou: “Foi um dos homens mais respeitados do mundo”, um homem que, adiantou, acreditava “não ter feito tudo aquilo que poderia ter feito”.



Portugal esteve representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas. “Vaclav Havel foi o rosto de uma coragem única que mudou a Europa”, disse à agência Lusa. “No século XX, numa terra duplamente invadida e oprimida, a vitória sobre o totalitarismo veio pela não-violência e chegou pela exposição à verdade”, adiantou.



A cerimónia fúnebre foi transmitida em directo pela televisão e este foi o primeiro funeral de Estado da história da República Checa. Vaclav Havel foi o décimo presidente da Checoslováquia (1989-1992) e foi o primeiro chefe de Estado da República Checa, o novo país que surgiu depois da separação da Eslováquia em 1993, cargo que ocupou até 2003.



Junto ao castelo de Praga, a sede da presidência checa, foram instalados ecrãs gigantes, e houve quem fizesse dezenas de quilómetros para estar presente. Como Alena Bartonova, de 33 anos, que veio de Karlovy Very, a 120 quilómetros de Praga, com o filho de seis anos e um ramo de flores na mão. “”Vaclav Havel foi uma autoridade moral, um símbolo do fim do comunismo”, disse à AFP. “É como se tivéssemos perdido um familiar”.

Kim Jong-il [1941-2011]

Kim Jong-il morreu aos 69 anos de ataque cardíaco no sábado, 17 de dezembro, de acordo com a televisão estatal da Coreia do Norte. Líder da única dinastia comunista da História, num dos países mais isolados do mundo.


De 1994 a 2011, exerceu as funções de Líder Supremo da República Popular Democrática da Coreia do Norte e de Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte e Secretário-Geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia — cargos máximos em âmbito militar e político da nação coreana. Kim Jong-il herdou do pai, Kim Il-Sung, o controle da Coreia do Norte. No poder, Kim Jong-il manteve a ideologia oficial juche, de completa autossuficiência nacional, e um regime comunista de viés estalinista.
Kim Jong-il era oficialmente designado "Líder Supremo" (e também chamado de "Querido Líder", "Comandante Supremo" e "Nosso Pai"), e a referência a sua figura estava presente em quase todas as esferas da vida cotidiana norte-coreana, promovida por um ferrenho culto à personalidade que não admitia oposição. Por esse motivo, Kim Jong-il era reconhecido internacionalmente como sendo o chefe de estado mais totalitário do mundo.
Em junho de 2009, noticiou-se que o líder da Coreia do Norte nomeou seu filho mais novo, o general Kim Jong-un, para lhe suceder, o que faria da Coreia do Norte um regime comunista de controle hereditário.


A morte de Kim Jong-il foi anunciada publicamente pela imprensa estatal da Coreia do Norte em 19 de dezembro de 2011, e teria ocorrido em 17 de dezembro. A notícia foi recebida com apreensão em todo o mundo devido às incertezas que cercam o processo sucessório, num país sobre o qual pouco se sabe do quotidiano e das relações de poder e onde toda informação é rigorosamente controlada, quando não produzida, pelo Estado. Fontes oficiais atribuíram o falecimento à "fadiga" do Líder Supremo e à "dedicação da sua vida ao povo".


O filho mais novo do estadista, o general Kim Jong-un, com 29 anos de idade, foi designado seu sucessor.


A propaganda intensifica-se na Coreia do Norte, à medida que se aproximam as cerimónias fúnebres de Kim Jong-il, marcadas para quarta e quinta-feira. Até as homenagens da natureza ao falecido ditador se multiplicam, como a de “uma ave branca, maior que uma pomba, que limpou a neve que cobria os ombros de uma estátua do líder”.


A notícia edificante foi reportada pela Rádio Pyongyang, e citada pela agência noticiosa sul coreana Yonhap, como demonstração da campanha de lavagem ao cérebro a que está sujeita a população do Norte. Na segunda-feira, o jornal do Partido dos Trabalhadores, a única formação política autorizada na Coreia do Norte, tinha já noticiado outros fenómenos que só podem ser classificados como paranormais, de supostas homenagens da natureza ao “querido líder” que acabava de morrer: por exemplo, há os três voos que um grou fez em torno de uma estátua de Kim Jong-il, ou a forma como o gelo se quebrou num lago no Monto Baekdu, o seu local oficial de nascimento (“com um rugido que fez tremer o céu e a terra", segundo a agência noticiosa oficial KCNA, relata o “Financial Times”). O envolvimento de pombas não é inédito: o “Rodong Shinmun”, o jornal oficial, publicou o relato de trabalhadores de uma fábrica de cimento que estavam a fazer o luto do “querido líder” quando surgiram duas destas aves a bicar na janela. “Ficaram nos ramos de um pessegueiro a chorar durante meia-hora”, contou o jornal, citando os operários.


Tudo isto contribui para criar um clima emocionalmente carregado para as cerimónias fúnebres de quarta e quinta-feira, sobre as quais nada se sabe, mas que se espera que sigam o molde da coreografia concebida em 1994 por Kim Jong-il quando morreu o seu pai e fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, considerado pai da nação. A marca de Kim Jong-il deverá estar bem presente no seu próprio funeral, sublinha a jornalista norte-americana Jean H. Lee, directora da delegação da Associated Press em Pyongyang, que desde 2008 fez 11 viagens àquele país. A proeminência das Forças Armadas – com a sua política “Songun”, ou militares primeiro – deverá fazer com que o funeral inclua desfile de tropas e até mesmo de armamento.Quanto à marca de Kim Jong-un, o herdeiro, a propaganda também já começou. Kim Il-Sung morreu em Julho, num Verão escaldante, e morreram muitas pessoas nas filas para lhe prestar as últimas homenagens. Agora que morreu o seu filho faz um frio gelado, e há previsões de neve para o funeral. A marca do terceiro Kim, amplamente publicitada pelos meios de comunicação social estatais, está a ser a distribuição de bebidas quentes. É distribuída água quente com mel, leite de soja, chá – e há autocarros com o motor ligado em torno da praça de Pyongyang onde fica o mausoléu onde está em câmara ardente o corpo do líder falecido. É uma oportunidade para Kim Jong-un mostrar as suas credenciais como prestador de cuidados ao povo, num regime em que o culto da personalidade dos ditadores os apresenta como pais do povo.“Ele é um homem tão meticuloso e com um coração tão gentil. A sua afeição pelo povo entristecido passará à posteridade”, sublinha a agência KCNA, sublinhando que Kim Jong-un quis ter a certeza de que a água quente estava suficientemente doce.


A televisão pública norte-coreana transmitiu hoje imagens que mostravam milhares de pessoas em lágrimas durante o funeral de Kim Jong-il.
Milhares de norte-coreanos acompanharam o percurso do caixão pela capital, Pyongyang, gemendo e batendo no peito, apesar do forte nevão que cai.


As cerimónias fúnebres, que se vão prolongar por dois dias e vão ser marcadas por três minutos de silêncio na quinta-feira ao meio-dia, não tendo sido autorizada a nenhuma delegação estrangeira a presença no último adeus a Kim Jong-il.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

INSEDE - Instituto de Segurança e Defesa

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O Islamismo Radical

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Seminário Internacional - NATO: New Threats and Challenges



A Universidade Lusíada do Porto em parceria com o CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade; e com o OSCOT – Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo –, e ainda com o patrocínio da NATO, vai organizar uma conferência intitulada NATO: New Threats and Challenges, que terá lugar no dia 18 de Novembro próximo, sexta-feira, na Universidade Lusíada do Porto, pelas 10 horas no EDIFÍCIO M - AUDITÓRIO M3.


Poderá visualizar o Programa aqui.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Novo Blogue: Global Pass

Na sequência de várias iniciativas promovidas por alunos da FLUP nos últimos anos, foi criada uma plataforma para todos os estudantes de Relações Internacionais da Universidade do Porto - o NERIP. Inserido nesta iniciativa, surge o blogue Global Pass.


Ambas as iniciativas surgem da necessidade que os estudantes de relações internacionais têm sentido em encontrar formas em se relacionar para lá das aulas e da faculdade. Por isso mesmo, este núcleo visa não só a discussão de temas da actualidade e relacionados com os próprios cursos, mas também a divulgação de oportunidades nesta área de estudos tão abrangente e a representação das RI da UPorto no estrangeiro.


De facto, as relações internacionais têm vindo a ganhar cada vez mais importância no nosso país e, sendo a UPorto uma das instituições mais prestigiadas, é um dos objectivos deste núcleo e do blogue dar a conhecer o que é feito pelos estudantes de RI da FLUP, tanto a nível nacional como internacional.


O Global Pass destina-se, por isso, e antes de mais, aos alunos de licenciatura e mestrado, interessados em publicar os seus trabalhos. Desta maneira, poderão divulgar o seu trabalho, de forma a receberem feedback e gerarem discussão. Este blogue pretende ser mais do que um repositório de trabalhos de alunos, optando também por ser um espaço em que actuais e antigos alunos possam escrever sobre a sua experiência (de mobilidade, de voluntariado, profissional, entre outras) de maneira a dar a conhecer oportunidades contadas na 1ª pessoa.


O blogue vai também contar com a colaboração de professores e de outros profissionais das relações internacionais (Guest List) que escreverão sobre a sua perspectiva em variadas vertentes. Outra das secções (a par do Editorial que será publicado mensalmente) é a Check List, que pretende dar conselhos úteis sobre uma panóplia de assuntos.


Será com toda a certeza um blogue a visitar com regularidade.

sábado, 12 de novembro de 2011

Massacre de Santa Cruz - 20 Anos Depois


A 12 de Novembro de 1991, o mundo assistiu a um dos mais atrozes massacres de sempre. O exército indonésio avançou e disparou sobre mais de dois mil manifestantes que homenageavam o jovem estudante Sebastião Gomes, morto pela repressão, no cemitério de Santa Cruz, em Díli. Do ataque resultaram 74 mortos mas, nos dias seguintes, mais 127 timorenses foram "caçados" pelo exército da Indonésia. A maior parte dos corpos continua em parte incerta.

Longe de Timor mas perto da causa, os jornalistas Adelino Gomes, Hernâni Carvalho, Rui Marques e Rui Martins acompanharam ao minuto as primeiras imagens da tragédia filmadas por Max Stahl, o homem que divulgou ao mundo o massacre de Santa Cruz. Hoje, 20 anos depois, o SAPO mostra como cada um se recorda do dia em que os timorenses perderam uma parte de si mas fortaleceram o movimento de libertação e a pressão internacional contra a ocupação indonésia de Timor Leste.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Paul Wilkinson [1937–2011]

Paul Wilkinson [1937–2011]



Professor emérito Paul Wilkinson, uma autoridade mundial em Relações Internacionais e um dos pioneiros do estudo do terrorismo e da violência política, morreu aos 74 anos.

O Professor Wilkinson chegou à Universidade de St Andrews, em 1989, para assumir a primeira cadeira de Relações Internacionais. Foi co-fundador do Centro da Universidade para o Estudo do Terrorismo e Violência Política.

Paul Wilkinson nasceu em 09 de maio de 1937, em Harrow, Middlesex. Educado na Escola de John Lyon, em Harrow, ganhou um BA em História Moderna e Política da University College, Swansea, seguido de um MA.

Iniciou a sua carreira académica em 1966 na Universidade de Gales, Cardiff, como Professor Assistente na Política. Tornou-se Professor Adjunto e, em seguida Reader em Política em Cardiff, antes de ser nomeado para a presidência primeiro em Relações Internacionais na Universidade de Aberdeen, em 1979. O seu primeiro livro sobre o terrorismo, o terrorismo político, foi publicado em 1974.

Em 1989, Wilkinson foi nomeado para a primeira cadeira de Relações Internacionais da Universidade de St Andrews e em 1990 foi o primeiro Chefe do novo Departamento de Relações Internacionais. Em 1994, co-fundou, com o seu primeiro director Bruce Hoffman, o único centro de pesquisa, CSTPV (Centro para o Estudo do Terrorismo e Violência Política).

O Centro tornou-se um dos mais respeitados e conhecidos da sua área de estudo. De 1989 a 1994 foi director do Instituto de Pesquisa para o Estudo do Combate ao Terrorismo.
Durante o tempo em que o Professor Wilkinson esteve em St Andrews, a Escola de Relações Internacionais experimentou uma enorme expansão de pessoal e número de estudantes, e Wilkinson desempenhou um papel significativo neste processo. Ele era um professor popular e foi muito activo no desenvolvimento do CSTPV.
Foi co-fundador e co-editor da revista académica Terrorismo e Violência Política de 1989 - 2006, e dirigiu um projecto de pesquisa financiado pelo ESRC, na preparação do Reino Unido para um ataque terrorista futuro. Durante o ano lectivo 1997-8 o Professor Wilkinson foi Visiting Fellow do Trinity College, Cambridge.
Ao longo de sua carreira, o Professor Wilkinson foi um forte opositor do terrorismo de todos os tipos. Nas suas publicações e contribuições para os media sempre defendeu que a resposta democrática, tanto para o terrorismo doméstico e internacional, deve ser sempre guiado pelo Estado de Direito.

Opôs-se publicamente à tentativa de aumentar o período permitido para deter suspeitos de terrorismo sem julgamento no Reino Unido e condenou o projecto de Guantanamo e outras medidas por parte da administração do presidente George W. Bush, que partiu da regra básica de princípios legais.

Falando em 2006, disse: "Descobri que é possível para as democracias responderem eficazmente ao terrorismo contemporâneo, sem comprometer as liberdades civis básicas e do Estado de direito, e que a protecção dos direitos humanos, muito para além de ser um obstáculo à efetividade de combate ao terrorismo é uma parte vital de uma resposta eficaz a longo prazo democrático ".

O Professor Wilkinson foi o único autor de quinze livros sobre o tema do terrorismo, incluindo Lições de Lockerbie (1989), e co-autor de mais dez, incluindo Homeland Security 2007.

"Obviamente, o terrorismo constitui uma grave ameaça aos direitos humanos, paz e segurança e por isso é muito importante para tentar entender o fenómeno procurar formas mais eficazes de prevenção e mitigação deste flagelo moderno.
"O terrorismo é um assunto de pesquisa particularmente sombrio, mas também é muito desafiador, complexo e em constante mudança. Um dos aspectos mais estimulantes da minha pesquisa inicial era que eu pertencia a um pequeno grupo de pioneiros nesse campo quase totalmente negligenciados.

"Eu também gostava do desafio multi-disciplinar do estudo do terrorismo, a viagem ao exterior que tem sido essencial para a realização do meu trabalho e o melhor de tudo, entrar em diálogos com uma rede crescente de especialistas académicos, políticos, legisladores, advogados e outros profissionais envolvidos na tarefa de estudar, e tentar prevenir e combater o terrorismo em todo o mundo. "

11/11/11 - 11:11

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